Escola do 1º Ciclo de Mangualde Nº 1 |
1º Concurso de Projectos de Produção de Conteúdos Educativos
À Descoberta de Mangualde 1- A sua história Mangualde assenta num planalto, bastante fértil, a 545 metros de altitude, na margem esquerda do Rio Dão e na vertente da margem direita do Mondego. Foi ocupado sucessivamente por várias civilizações desde a pré-história até aos nossos dias, como o comprovam monumentos deixados pela civilização dolménica, o espólio encontrado nos castros existentes e as escavações arqueológicas que permitem a descoberta de vilas romanas. Do período Neolítico podemos encontrar vários vestígios, sendo de referir a anta ou orca da Cunha Baixa, que data de 3250 a 2750 anos antes de Cristo. Além desta há a “Orca dos Padrões” em Vila Nova de Espinho, a “Orca dos Braçais” em Outeiro de Espinho, a “Orca de Gandufe” e a Anta da Sr.ª do Castelo, localizada nas abas do monte da Sr.ª do Castelo. Do tempo dos Romanos, também são importantes os vestígios que se espalham por mais de três dezenas de locais, que podem ir desde modestos casais a aglomerados populacionais mais densos. Terá mesmo existido um importante aglomerado urbano, a “Citânia Raposeira”, constituída por um variado conjunto de estruturas habitacionais, que se pressupõe ser um núcleo agrário, com os seus banhos privados e áreas cobertas destinadas às diversas funções domésticas e agrícolas. Por aqui passou uma das principais Vias Romanas da Lusitânia, que ligava Mérida a Braga. Ao longo do seu trajecto são visíveis os Marcos Milários (colunas que indicavam as distâncias em milhas, a Árula (altar de pequenas dimensões dedicado ao Deus Júpiter) e as aras (altares de grandes dimensões). Como era inevitável também estas terras viriam a sofrer toda a sorte de calamidades ocasionadas pela passagem dos Bárbaros nos séculos V e VI, assim como dois séculos mais tarde com a invasão dos muçulmanos. Estes teriam tomado o castelo, cujo alcaide teria sido um mouro de nome Zurara, passando então a fortaleza a chamar-se “Castelo de Zurara ou Azurara”, dando origem ao antigo nome deste concelho “Azurara da Beira”. O castelo foi conquistado definitivamente aos mouros por Fernando Magno, rei de Leão, em 1058. Os condes portucalenses, D. Henrique e D. Teresa, deram-lhe o primeiro foral em 1102, ainda antes da formação de Portugal. Este foral foi confirmado por D. Afonso II em 1217 e por D. Manuel em 1514. Foi vila desde 1218 até 1986 ano em que passou a cidade. Foi por D. João I doada a Álvaro Gil Cabral antepassado do Descobridor do Brasil Pedro Álvares Cabral. No século XVII, há a destacar a fundação da Misericórdia por D. Filipe II (1613), a criação do Juiz de Fora por D. João IV (1655) e a instituição da Feira de D. Pedro II (1681). A partir de então, de tal modo se acelerou o seu desenvolvimento que a Assembleia da República elevou Mangualde à categoria de cidade, em 3 de Julho de 1986.
2- Figuras da História Local Nomes de ruas e praças: Rua do Relógio Velho. Estátuas Dr. Francisco de Albuquerque e Couto (Presidente da Câmara) Nome da Biblioteca Dr. Alexandre Alves Nome do Estádio Estádio do conde de Anadia (pelado) 3- Nome de monumentos Ermida da Sra. do Castelo Esta igreja foi construída no sítio do antigo Castelo de Azurara. Este castelo era muito importante devido à sua situação geográfica, de onde se avistava todo o território do distrito. As inquirições de D. Afonso II, de 1258, ainda referem a existência do castelo. Sob o ponto de vista militar, era o mais estratégico e o mais importante elemento de defesa de toda a região, desempenahndo um papel fundamental na reconquista cristã. Há quem diga que este castelo ainda era do tempo dos mouros. A tradição diz que o castelo teve por Alcaide o mouro Zurão ou Zurara, donde provém o nome deste concelho - Zurara.
Igreja das Almas
4- Outras figuras da região D. Ana de Castro Osório
5- Factos e datas importantes Data da elevação a Cidade - 3 de Julho de 1986 Lendas Uma lenda diz que na Senhora do Castelo ainda hoje existem moiras encantadas, havendo até quem afirme as ter visto com longas túnicas de seda a pentear os cabelos com pentes de marfim. Lengalenga Entre Modorno e Modorninho Festas e Romarias 6- Vestígios do passado Estradas Romanas Castelo Igrejas Pontes Antigas Solares Palácio dos Condes de Anadia
Ruínas
8- Costumes e Tradições Gastronomia Receitas (doces, salgados, etc.) 9- Artesanato 10- Recolha de danças, cantares, adivinhas e provérbios Já lá vão as três pombinhas Não há flor como o suspiro Danças: Provérbios:
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