Monumentos de Alcafache

1º Concurso de Projectos de Produção de Conteúdos Educativos



Santo Cruz

Nosa Senhora de Fátima


Sª da Piedade


Senhora dos Prazeres

S. Frutuoso

Casa Paroquial

Casa do Povo

Centro de Dia

Cruzeiro

Escola

Fonte e Pelourinho

Fonte

Hotel

São Vicente

Junta de Freguesia

Moinho

Ponte Romana

Santo Cruz

Alcafache

Resumo Histórico

Freguesia do concelho de Mangualde, distrito de Viseu, Alcafache encontra-se localizada a cerca de seis quilómetro da sede concelhia. O seu orago é S.Vicente, mártir nascido em Saragoça e que sob a orientação de Valerius, o bispo de Saragoça, fez um grande progresso nos seus estudos. Foi ordenado diácono e encarregado de fazer pregação na diocese, pois o bispo estava impedido de o fazer. Mais tarde o bispo Valerius foi expulso e Vicente sujeito a muitos tormentos cruéis: à cremalheira, à grelha, e à flagelação. Prisioneiro outra vez, foi colocado numa cama macia e luxuriosa, para agitar a obstinação, mas ali acabou por falecer. O seu corpo foi jogado para ser devorado pelos abutres, mas foi defendido por um corvo, sendo depois enterrado por uma viúva piedosa. S. Vicente é celebrado anualmente a 22 de Janeiro, no entanto as festas tradicionais da freguesia são em honra de Nossa Senhora dos Prazeres, no Domingo de Pascoela; S. Lourenço, patrono de Tibaldinho, em Agosto, sendo que a sua capela alberga Santa Bárbara, cuja romaria é realizada a 4 de Dezembro e S. Frutuoso, patrono de Casal Mendo, realizado no Domingo, após Pascoela. Em Alcafache sdão também realizadas as festas de Nossa Senhora da Piedade, em Setembro, e de Santa Cruz, realizada a 3 de Maio.
O povoamento do território que corresponde à actual freguesia de Alcafache é bastante remoto, sendo atestado principalmente através da toponímia local, bastante representativa em casos como “Pedra Alta" uma possível alusão arqueológica; outros topónimos significativos são “Banhos" e "Termas" que aludem às nascentes de águas minerais existentes na freguesia e que teriam sido por certo utilizadas pelos romanos que ocuparam a região de Zurara. Relativamente ao topónimo principal da freguesia, “Alcafache”, tem origem arábica, sendo que em meados do século XIII, aparece com as grafias 'Carafáchi " e “Alcaafáchi”.
Nas Inquisições de 1258 está patente o foro de cavalaria da "terra" de Zurara, sendo citada uma cavalaria, sob o título de "Caafachi”, a propósito da doação que um Domingo Soares de Alcafache fez ao cavaleiro-fidalgo  Dioga Martins, de uma herdade da dita cavalaria. Segundo as mesmas Inquisições, o Mosteiro de Maceira-Dão tinha já aqui muitos bens, por doações. Já as Inquisições de 1290 na freguesia de “San Vicente de Alcaafáchi" revelam a existência de bens da Ordem do Hospital, peitando voz e coima, sem os oficiais da coroa entrarem nos prédios, o que mostra que os haveres da Ordem eram importantes já em finais do século XIII. D. Dinis respeitou a honra ou couto local da milícia hospitalária, com a sentença de continuar este estado de coisas até se averiguar mais sobre o caso. Já o mesmo não sucedeu com dois casais que na frequesia possuía o filho-de-algo Lourenço Martins, aos quais D. Dinis ordenou a devassa. Quanto à Igreja de S. Vicente, era, segundo as Inquirições de 1290, da apresentação do próprio povo e dos seus naturais. Os haveres da Ordem do Hospital, atrás referidos, foram certamente o princípio da Comendo de Alcafache na Ordem de Malta, sendo que do século XV para o século XVI, Alcafache era um concelho desta Ordem. A 6 de Maio de 1514, Alcafache recebeu foral, passado por D. Manuel I, em Lisboa. Nesse documento, é ainda referido que a Ordem do Hospital (Malta) possuía várias propriedades. A extinção do concelho de Alcafache parece remontar ao século XVIII, pois nessa altura  surge como freguesia do concelho de Zurara, passando para o de Mangualde, aquando da sua instituição.
Testemunhos da sua história são os vários monumentos que constituem o património cultural e edificado da freguesia de Alcafache, dos quais se destacam o Mosteiro de Nossa Senhora dos Prazeres, a Igreja Paroquial e os cruzeiros da Aldeia e de Mosteirinho. Um outro local de inegável interesse nesta freguesia são as afamados Termas de Alcafache, situadas no vale do rio Dão; estas termas são indicadas para o tratamento de reumatismos, bronquites, rinites e laringites crónicas. Em complemento às actividades regulares, as termas de Alcafache, em colaboração com a Região de Turismo Dão-Lafões, são responsáveis pela organização de um conjunto de animações culturais que inclui grupos de folclore etnográficos de danças e cantares, além de vários concertos de música. A vertente cultural e desportiva desta freguesia encontra também a sua representação nas colectividades aí existentes, como é o caso da Associação Desportiva e Cultural de Tibaldinho e da Sociedade Filarmónica de Tibaldinho.
As actividades económicas da freguesia centram-se na indústria, bem como na agricultura e na hotelaria, esta última apoiada sobretudo na estância termal de Alcafache. O artesanato local é caracterizado pelos antigos bordados de Tibaldinho e actualmente pelos tapetes de Arraiolos.